Este blog faz parte do Curso Leitura e Escrita em Contexto Digital - 2ª Edição, programa de formação continuada de educadores oferecido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, que propõe atividades com objetivos bem determinados, visando a uma participação mais efetiva nas práticas de leitura e escrita em diversos contextos, situações, suportes e mídias. Seja bem-vindo e faça parte desta aventura.
domingo, 2 de junho de 2013
leitura uma paixão
Ler como passatempo, paixão, trabalho ou por simples prazer. Amo o que faço, trabalhar com leitura e produção de texto me realiza, como professora, mas sobretudo como leitora.Espero poder compartilhar essa paixão com meus alunos, meus netos e aqui com a turma do grupo seis do curso MGME.
domingo, 4 de novembro de 2012
A inesperada conversa
- Alô?
- Denise, você não vai acreditar!!
- Humm...só vou se você me contar...
- Acabei de abrir a porta e tem um... um... ai... um morto aqui!
- Um, o quê?
- Um morto, alguém morreu aqui!
- Você me ligou este horário só para fazer piada... ah, é véspera de Halloween e já começaram as brincadeiras com os mortos? Esta noite foi difícil e o meu dia já está começando bem...
- Não é nada disto, você não imagina como estou... pensei que pudesse contar com você, mas...
- Calma, você está falando sério?
- É claro, acordei, a campainha tocou, abri a porta e lá estava um corpo caído... Fechei a porta e liguei pra você!
- Tá, acalme-se. Tome um copo d`água e ligue para a polícia. Eu vou me arrumar e já vou te encontrar aí. Tente ficar tranquila.
- Obrigada, vou ligar para a polícia e espero você descer aqui.
- Chego já, já.
Telefonema inesperado
Após encontrar um corpo em sua porta, Fátima, minha melhor amiga, me liga desesperada...
Eu: Alô?
Fátima: É da polícia?
Eu: Oi, Fátima, bom dia! Querendo me passar um trote é? Quero ver eu não reconhecer sua voz.
Fátima: Ju? Peguei o telefone pra ligar na polícia, to muito nervosa, acho que errei...
Eu: Por quê? O que aconteceu?
Fátima: Um homem... morto... na minha porta...
Eu: O quê???? Explica isso direito!
Fátima: Hoje eu acordei para ir trabalhar, “tava” me arrumando, tocaram a campainha e, quando fui atender, tinha um homem caído...
Eu: Nossa!
Fátima: Achei que tivesse passado mal, sei lá. Olhei para ver se tinha alguém com ele, ou alguém que tivesse visto o que aconteceu, mas não tinha ninguém...
Eu: Mas você falou que tá morto? Será que não é só um desmaio? Você tentou acordá-lo?
Fátima: Eu “chamei ele” e nada... daí, pus a mão no braço dele, tava gelado, duro, não tive coragem de ver o rosto, que tava virado para o chão.
Eu: Você tá sozinha aí?
Fátima: Tô, não tem viva alma aqui!
Eu: Tá, amiga, “fica” calma, “liga pra” polícia, “tô” indo aí!
Fátima: Tá, vou ligar, beijo, tchau.
Eu: Tchau.
Eu: Alô?
Fátima: É da polícia?
Eu: Oi, Fátima, bom dia! Querendo me passar um trote é? Quero ver eu não reconhecer sua voz.
Fátima: Ju? Peguei o telefone pra ligar na polícia, to muito nervosa, acho que errei...
Eu: Por quê? O que aconteceu?
Fátima: Um homem... morto... na minha porta...
Eu: O quê???? Explica isso direito!
Fátima: Hoje eu acordei para ir trabalhar, “tava” me arrumando, tocaram a campainha e, quando fui atender, tinha um homem caído...
Eu: Nossa!
Fátima: Achei que tivesse passado mal, sei lá. Olhei para ver se tinha alguém com ele, ou alguém que tivesse visto o que aconteceu, mas não tinha ninguém...
Eu: Mas você falou que tá morto? Será que não é só um desmaio? Você tentou acordá-lo?
Fátima: Eu “chamei ele” e nada... daí, pus a mão no braço dele, tava gelado, duro, não tive coragem de ver o rosto, que tava virado para o chão.
Eu: Você tá sozinha aí?
Fátima: Tô, não tem viva alma aqui!
Eu: Tá, amiga, “fica” calma, “liga pra” polícia, “tô” indo aí!
Fátima: Tá, vou ligar, beijo, tchau.
Eu: Tchau.
sábado, 3 de novembro de 2012
Conversa telefônica entre duas irmãs
Certa
manhã, ao me acordar, abri os olhos, consultei o relógio de
cabeceira e notei que ainda era muito cedo, porém estava sem sono e
por mais que eu tentasse não consegui voltar a dormir. Então,
decidi me levantar e ir até o banheiro escovar os dentes e lavar o
rosto, porém antes mesmo de me mexer, o telefone tocou. Vi no
identificador de chamadas que era o número da minha irmã, Ana
Paula. Ao atendê-la, ouço entre soluços sua voz trêmula:
— Alôôô
!
— Ana,
, oi! Nossa, aconteceu alguma coisa? Você nunca me liga tão cedo...
— Eu
tava tomando banho, me preparando para ir ao trabalho...
— E
aí ?
— Ouvi
o som de alguém tocando a campainha da minha porta, então me
enxuguei às pressas e saí do banheiro e fui atender a porta. Tava
morrendo de medo, pois estou sozinha em casa, né! Lembra que o
Carlos viajou a trabalho?
— Lembro
sim, mas fale logo, Ana, estou ficando aflita!.
— Quando
abri a porta, vi um homem caído na soleira da minha porta. Quase
caio dura de susto! Ao seu lado estava o seu Amauri, sabe o vizinho
do apartamento do lado, aquele que mora sozinho e cuida da vida de
todo mundo...
— Sei
sim, mas e aí?
— Seu
Amauri disse que estava saindo e viu aquele homem caído em minha
porta e, por isso, resolveu tocar a campainha pra ver se eu sabia o
que tinha acontecido. Ele acha que o cara tá morto!!!!! Jesus!!!
— Como
assim, morto?!E na sua porta? Você sabe quem é?
— Nunca
vi o cara!Caramba!Seu Amauri disse que este rapaz costuma fazer
algumas entregas aqui no prédio e que, provavelmente, está morto
há muitas horas, pois o cara tá rígido. E agora? O que eu faço
com este homem aqui, caído em minha porta? E um vizinho idoso
desesperado e descontrolado?
— Ana,
liga pra polícia AGORA e conta o que você me contou. Já!!!
— Você
pode vir aqui me ajudar, por favor??!!!
— Tô
indo, mas liga pra polícia!!
— Brigada!!!
Tô te esperando!
domingo, 21 de outubro de 2012
A leitura em minha vida...
A leitura sempre esteve presente em meu cotidiano... Ser a irmã mais nova facilitou muito este processo porque eu via meus irmãos mais velhos com livros na mão e queria ler também, ter tarefas, escrever... Para mim aquele era um mundo mágico que eu gostaria de fazer parte.
Com o apoio de meus pais fui sendo inserida neste universo da leitura e, posteriormente, da escrita. Lembro-me do primeiro livro que emprestei da biblioteca, quando tinha uns cinco ou seis anos. Ele era muito ilustrado e contava a história de uma bruxinha: eram traços simples em preto e branco, mas me encantaram. Este encantamento foi se ampliando com o passar dos anos e fui descobrindo outros gêneros, novos autores, novas histórias e novos conhecimentos.
Com o curso de Letras conheci mais teorias e aprofundei-me no mundo da leitura, em alguns momentos por obrigação, mas em muitos pude curtir esta minha paixão literária. Fiz o mestrado em Literatura Brasileira e hoje mantenho o mesmo encantamento e envolvimento ao descobrir em um novo texto, um mundo novo.
Ensinar aprendendo
A leitura é uma paixão em minha vida, comecei a ler muito cedo e sempre com a convicção de que seria uma paixão eterna.
Hoje tento passar para meus netos e alunos esse amor incentivando-os sempre. Comento nas aulas o que estou lendo e peço que os alunos façam o mesmo,essa troca tem sido fantástica e tem me feito aprender muitas coisas.
A cada aula me surpreendo com alunos que no começo eram totalmente avessos a ideia e que hoje interagem de maneira bastante produtiva.
Essa é minha contribuição para incentivar a leitura e tem sido muito gratificante, quando comento o quanto gostei de um livro, cito trechos ou conto um pouco da história, e ao relatar procuro fazer com que eles "viajem" comigo por lugares fantásticos como os muito bem descritos no livro: Solstício de inverno de Rosemund Pilcher, que é um dos meus preferidos.
Espero seguir esse caminho de paixão até sempre e poder ver seus frutos no futuro na vida de meus netos e alunos.
Hoje tento passar para meus netos e alunos esse amor incentivando-os sempre. Comento nas aulas o que estou lendo e peço que os alunos façam o mesmo,essa troca tem sido fantástica e tem me feito aprender muitas coisas.
A cada aula me surpreendo com alunos que no começo eram totalmente avessos a ideia e que hoje interagem de maneira bastante produtiva.
Essa é minha contribuição para incentivar a leitura e tem sido muito gratificante, quando comento o quanto gostei de um livro, cito trechos ou conto um pouco da história, e ao relatar procuro fazer com que eles "viajem" comigo por lugares fantásticos como os muito bem descritos no livro: Solstício de inverno de Rosemund Pilcher, que é um dos meus preferidos.
Espero seguir esse caminho de paixão até sempre e poder ver seus frutos no futuro na vida de meus netos e alunos.
sábado, 20 de outubro de 2012
Depoimento sobre leitura e escrita:
Identifique-me com o depoimento da Danuza Leão, quando ela discorre sobre seu gosto pela leitura e os livros que a atraem, também me considero bastante avessa a rótulos para dizer que gosto de ler somente determinado assunto, gênero ou autor. Se comecei a ler e a obra “me fisgou”, sou uma alma conquistada, e bem sabemos, o coração não faz escolhas refletidas.
Também gostei do depoimento de Antonio Cândido, que relaciona leitura à consciência, humanização e conhecimento. Creio que não poderia deixar de falar de Paulo Freire, quando este diz que toda leitura de palavra é precedida pela leitura de mundo.
Minha leitura com a leitura e a escrita é muito íntima e isso se comprova na escolha da minha profissão. Escrevo poesias, mas não as mostro a ninguém, elas dizem o que há de mais reservado em mim, retratam-me como ninguém nunca me viu.
Por isso, com base em minhas vivências, a resposta para a pergunta “o que é ler e escrever para você” pode ser mais de uma. Ler é responder às diferentes necessidades que essa atividade possibilita, é conhecer o outro, é passar do momento de tristeza para o de alegria por meio da palavra do outro (e vice-versa), é estar incluído numa sociedade letrada de forma a ter ferramentas para transformá-la pela leitura e a escrita, é tomar consciência de muitos discursos que não nos chegam pela palavra falada, é conhecer o mundo.
Escrever é dar forma por meio das letras e palavras a sensações, sentimentos e reflexões de uma maneira organizada, porque na escrita repensamos o que já pensamos, é retomar a palavra do outro por meio e também deixar palavras a outros por meio do dialogismo, é participar de situações de letramento, é uma forma de tornar-se eterno.
Identifique-me com o depoimento da Danuza Leão, quando ela discorre sobre seu gosto pela leitura e os livros que a atraem, também me considero bastante avessa a rótulos para dizer que gosto de ler somente determinado assunto, gênero ou autor. Se comecei a ler e a obra “me fisgou”, sou uma alma conquistada, e bem sabemos, o coração não faz escolhas refletidas.
Também gostei do depoimento de Antonio Cândido, que relaciona leitura à consciência, humanização e conhecimento. Creio que não poderia deixar de falar de Paulo Freire, quando este diz que toda leitura de palavra é precedida pela leitura de mundo.
Minha leitura com a leitura e a escrita é muito íntima e isso se comprova na escolha da minha profissão. Escrevo poesias, mas não as mostro a ninguém, elas dizem o que há de mais reservado em mim, retratam-me como ninguém nunca me viu.
Por isso, com base em minhas vivências, a resposta para a pergunta “o que é ler e escrever para você” pode ser mais de uma. Ler é responder às diferentes necessidades que essa atividade possibilita, é conhecer o outro, é passar do momento de tristeza para o de alegria por meio da palavra do outro (e vice-versa), é estar incluído numa sociedade letrada de forma a ter ferramentas para transformá-la pela leitura e a escrita, é tomar consciência de muitos discursos que não nos chegam pela palavra falada, é conhecer o mundo.
Escrever é dar forma por meio das letras e palavras a sensações, sentimentos e reflexões de uma maneira organizada, porque na escrita repensamos o que já pensamos, é retomar a palavra do outro por meio e também deixar palavras a outros por meio do dialogismo, é participar de situações de letramento, é uma forma de tornar-se eterno.
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