Certa
manhã, ao me acordar, abri os olhos, consultei o relógio de
cabeceira e notei que ainda era muito cedo, porém estava sem sono e
por mais que eu tentasse não consegui voltar a dormir. Então,
decidi me levantar e ir até o banheiro escovar os dentes e lavar o
rosto, porém antes mesmo de me mexer, o telefone tocou. Vi no
identificador de chamadas que era o número da minha irmã, Ana
Paula. Ao atendê-la, ouço entre soluços sua voz trêmula:
— Alôôô
!
— Ana,
, oi! Nossa, aconteceu alguma coisa? Você nunca me liga tão cedo...
— Eu
tava tomando banho, me preparando para ir ao trabalho...
— E
aí ?
— Ouvi
o som de alguém tocando a campainha da minha porta, então me
enxuguei às pressas e saí do banheiro e fui atender a porta. Tava
morrendo de medo, pois estou sozinha em casa, né! Lembra que o
Carlos viajou a trabalho?
— Lembro
sim, mas fale logo, Ana, estou ficando aflita!.
— Quando
abri a porta, vi um homem caído na soleira da minha porta. Quase
caio dura de susto! Ao seu lado estava o seu Amauri, sabe o vizinho
do apartamento do lado, aquele que mora sozinho e cuida da vida de
todo mundo...
— Sei
sim, mas e aí?
— Seu
Amauri disse que estava saindo e viu aquele homem caído em minha
porta e, por isso, resolveu tocar a campainha pra ver se eu sabia o
que tinha acontecido. Ele acha que o cara tá morto!!!!! Jesus!!!
— Como
assim, morto?!E na sua porta? Você sabe quem é?
— Nunca
vi o cara!Caramba!Seu Amauri disse que este rapaz costuma fazer
algumas entregas aqui no prédio e que, provavelmente, está morto
há muitas horas, pois o cara tá rígido. E agora? O que eu faço
com este homem aqui, caído em minha porta? E um vizinho idoso
desesperado e descontrolado?
— Ana,
liga pra polícia AGORA e conta o que você me contou. Já!!!
— Você
pode vir aqui me ajudar, por favor??!!!
— Tô
indo, mas liga pra polícia!!
— Brigada!!!
Tô te esperando!
Que situação! Ficou mesmo bem parecido com um telefonema real.
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