sábado, 3 de novembro de 2012

Conversa telefônica entre duas irmãs

Certa manhã, ao me acordar, abri os olhos, consultei o relógio de cabeceira e notei que ainda era muito cedo, porém estava sem sono e por mais que eu tentasse não consegui voltar a dormir. Então, decidi me levantar e ir até o banheiro escovar os dentes e lavar o rosto, porém antes mesmo de me mexer, o telefone tocou. Vi no identificador de chamadas que era o número da minha irmã, Ana Paula. Ao atendê-la, ouço entre soluços sua voz trêmula:
— Alôôô !
— Ana, , oi! Nossa, aconteceu alguma coisa? Você nunca me liga tão cedo...
— Eu tava tomando banho, me preparando para ir ao trabalho...
— E aí ?
— Ouvi o som de alguém tocando a campainha da minha porta, então me enxuguei às pressas e saí do banheiro e fui atender a porta. Tava morrendo de medo, pois estou sozinha em casa, né! Lembra que o Carlos viajou a trabalho?
— Lembro sim, mas fale logo, Ana, estou ficando aflita!.
— Quando abri a porta, vi um homem caído na soleira da minha porta. Quase caio dura de susto! Ao seu lado estava o seu Amauri, sabe o vizinho do apartamento do lado, aquele que mora sozinho e cuida da vida de todo mundo...
— Sei sim, mas e aí?
— Seu Amauri disse que estava saindo e viu aquele homem caído em minha porta e, por isso, resolveu tocar a campainha pra ver se eu sabia o que tinha acontecido. Ele acha que o cara tá morto!!!!! Jesus!!!
— Como assim, morto?!E na sua porta? Você sabe quem é?
— Nunca vi o cara!Caramba!Seu Amauri disse que este rapaz costuma fazer algumas entregas aqui no prédio e que, provavelmente, está morto há muitas horas, pois o cara tá rígido. E agora? O que eu faço com este homem aqui, caído em minha porta? E um vizinho idoso desesperado e descontrolado?
— Ana, liga pra polícia AGORA e conta o que você me contou. Já!!!
— Você pode vir aqui me ajudar, por favor??!!!
— Tô indo, mas liga pra polícia!!
— Brigada!!! Tô te esperando!

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