domingo, 4 de novembro de 2012

Telefonema inesperado

Após encontrar um corpo em sua porta, Fátima, minha melhor amiga, me liga desesperada...
Eu: Alô?
Fátima: É da polícia?
Eu: Oi, Fátima, bom dia! Querendo me passar um trote é? Quero ver eu não reconhecer sua voz.
Fátima: Ju? Peguei o telefone pra ligar na polícia, to muito nervosa, acho que errei...
Eu: Por quê? O que aconteceu?
Fátima: Um homem... morto... na minha porta...
Eu: O quê???? Explica isso direito!
Fátima: Hoje eu acordei para ir trabalhar, “tava” me arrumando, tocaram a campainha e, quando fui atender, tinha um homem caído...
Eu: Nossa!
Fátima: Achei que tivesse passado mal, sei lá. Olhei para ver se tinha alguém com ele, ou alguém que tivesse visto o que aconteceu, mas não tinha ninguém...
Eu: Mas você falou que tá morto? Será que não é só um desmaio? Você tentou acordá-lo?
Fátima: Eu “chamei ele” e nada... daí, pus a mão no braço dele, tava gelado, duro, não tive coragem de ver o rosto, que tava virado para o chão.
Eu: Você tá sozinha aí?
Fátima: Tô, não tem viva alma aqui!
Eu: Tá, amiga, “fica” calma, “liga pra” polícia, “tô” indo aí!
Fátima: Tá, vou ligar, beijo, tchau.
Eu: Tchau.

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